De acordo com Bertalanffy (1975, p. 276) “a teoria geral dos sistemas tem suas raízes na concepção organísmica em biologia”. Foi desenvolvida pelo próprio Bertalanffy (no continente europeu) na década de 1920. O autor afirma que “existem modelos, princípios e leis que se aplicam a sistemas generalizados ou suas subclasses, qualquer que seja seu tipo particular, a natureza dos elementos que os compõem e as relações ou forças que atuam entre eles” (BERTALANFFY, 1975, p. 55).
Para Bertalanffy, estudar somente as partes e os processos isoladamente não bastava. Era necessário resolver os problemas encontrados na organização e na ordem que os unifica que é o resultado da interação das partes, onde o comportamento das partes é diferente quanto estudadas isoladamente e quanto estudadas como um todo (BERTALANFFY, 1975, p. 53).
De acordo com Bertalanffy (1975, p. 61) a teoria geral dos sistemas é “uma ciência geral da totalidade”. Capra (1996, p. 55) afirma que “a visão de Ludwig Von Bertalanffy de uma ‘ciência geral de totalidade’ baseava-se na sua observação de que conceitos e princípios sistêmicos podem ser aplicados em muitos diferentes campos de estudo”.
Para Bertalanffy (1975, p. 56) “uma conseqüência da existência de propriedades gerais dos sistemas é o aparecimento de semelhanças estruturais ou isoformismos em diferentes campos”. Por exemplo, a lei da gravidade se aplica à maça de Newton, ao sistema planetário e ao sistema das marés, mas não significa que existam semelhanças entre as maças, o sistema planetário e os oceanos em outros aspectos (BERTALANFFY, 1975, p. 59).
Bertalanffy explica que “parecem existirem leis gerais dos sistemas que se aplicam a qualquer sistema de certo tipo, independentemente das propriedades particulares do sistema e dos elementos em questão”. Pode-se dizer que esta premissa é a base para a teoria geral dos sistemas, onde “seu objetivo é a formulação de princípios válidos para os ‘sistemas’ em geral, qualquer que seja a natureza dos elementos que os compõem e as relações ou ‘forças’ existentes entre eles” (BERTALANFFY, 1975, p. 61).
Interessante o texto. Lerei o livro.
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