Pular para o conteúdo principal

Jogadores ou Gladiadores?

Na Roma antiga a forma de entretenimento mais popular era os “jogos” de gladiadores. Os gladiadores eram escravos treinados para lutar em uma espécie de estádio, onde o povo assistia até que um dos combatentes morresse, ficasse desarmado ou ferido. Geralmente ao final da batalha o povo decidia se o combatente que perdeu deveria morrer ou não.


Figura 1 - Coliseum (uma espécie de estádio antigo)


A palavra “entretenimento” significa divertimento ou distração. Era exatamente o objetivo do duelo, a distração. Enquanto o povo estava envolvido no “esporte”, os governantes podiam ficar tranquilos em sua posição social nobre exercendo seu contínuo domínio sobre o povo.

É lógico que muita coisa evoluiu daqueles tempos para cá. O esporte mudou, ninguém mais morre em jogo e como a escravidão não existe mais os “gladiadores” tem que ser pagos para realizar o show, e na maioria das vezes são pagos o suficiente para levar uma vida de exageros. O que não mudou é a parte da distração, onde os governantes ainda podem ficar tranquilos em sua posição social nobre exercendo seu contínuo domínio sobre o povo, que não está nem aí. O importante é torcer e vestir a camisa do seu time amado... e viva a ignorância, olê olê olá...


Figura 2 - Maracanã (uma espécie de Coliseum moderno)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Heisenberg, Werner. A Parte e o todo.

Neste livro o físico alemão Werner Heisenberg conta a história de suas discussões sobre física quântica com renomados físicos da época, como Niels Bohr , Erwin Schrödinger, Paul Dirac, Albert Einstein, Max Planck entre muitos outros. A obra é escrita em forma de diálogos de tal forma que o leitor consegue imaginar os cenários e situações descritas por Heisenberg. O nome “A parte e o todo” é bastante significativo, pois mostra assim como no pensamento sistêmico de Ludwig Von Bertalanffy, que as coisas não podem ser entendidas separadamente, assim como em um átomo, onde as partículas fazem parte de um todo, que possui propriedades que não estão em nenhuma das partículas. O título do livro em inglês foi erroneamente traduzido para “ Physics and Beyound: Encounters and Conversations”, pois os tradutores não entenderam o significado do título original em alemão. Durante as discussões o autor revela como chegou ao famoso princípio da incerteza, a partir da premissa que os elétrons hora c...

Os círculos de causalidade

A tendência humana a respeito da realidade é enxergar as coisas com visão linear e não como estruturas de realimentação circular como acontecem em grande parte dos sistemas. Isto acontece, pois a percepção deriva da linguagem, que com sua estrutura sujeito-verbo-objeto favorece a visão linear [1] . Para que os inter-relacionamentos dos sistemas como um todo sejam visíveis é necessário que se faça uso de uma linguagem compatível, feita de círculos. Sem esta linguagem há apenas visões fragmentadas e ações contraproducentes. No pensamento linear, dizemos: “Estou enchendo um copo de água”. Isto parece muito simples para ser um sistema, mas há como pensar além do usual. A Figura 1 - Causalidade - Ponto de vista linear ilustra como a maioria das pessoas pensa (SENGE, 2002, p. 104). Figura 1 - Causalidade - Ponto de vista linear Na realidade observar um copo de água encher constitui um sistema circular, pois monitora-se o nível da água subir. Conforme o nível de água aumenta, percebe-s...

A teoria geral dos sistemas

De acordo com Bertalanffy (1975, p. 276) “a teoria geral dos sistemas tem suas raízes na concepção organísmica em biologia”. Foi desenvolvida pelo próprio Bertalanffy (no continente europeu) na década de 1920. O autor afirma que “existem modelos, princípios e leis que se aplicam a sistemas generalizados ou suas subclasses, qualquer que seja seu tipo particular, a natureza dos elementos que os compõem e as relações ou forças que atuam entre eles” (BERTALANFFY, 1975, p. 55). Para Bertalanffy, estudar somente as partes e os processos isoladamente não bastava. Era necessário resolver os problemas encontrados na organização e na ordem que os unifica que é o resultado da interação das partes, onde o comportamento das partes é diferente quanto estudadas isoladamente e quanto estudadas como um todo (BERTALANFFY, 1975, p. 53). De acordo com Bertalanffy (1975, p. 61) a teoria geral dos sistemas é “uma ciência geral da totalidade”. Capra (1996, p. 55) afirma que “a visão de Ludwig Von Bertalanff...